quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O ultimo telefonema.

     11:54 da manhã e meu celular toca, era você com voz de choro, voz controlada e ao mesmo tempo tremida, você disse que me amava, que não queria que eu me machucasse mais, disse que eu era frágil demais para o que estava por vir, mas o que viria aconteceria mais cedo ou mais tarde, você disse que me protegeria como sempre fez, não me deixaria na mão em nenhum momento, você costumava me chamar de princesinha mas eu não sou uma princesa, se fosse seria perfeita e não sou, você um dia me dissera que o apelido vinha da minha fragilidade e que você não se importaria de ser o príncipe pra me salvar.
        Você disse que apesar de tudo estaria ao meu lado, que não me esqueceria e para mim também não te esquecer, tentei pedir pra você parar de falar baboseiras, quis falar que nunca nos separaríamos mas me calei, a voz não saiu, um frio percorreu minha espinha e a ultima coisa que ouvi do outro lado da linha foi um adeus e você dizendo que um dia voltaria pra mim, e depois desligou fazendo com que sua princesinha ficasse mais uma vez aflita por causa das suas fugas de casa por tempos indeterminados.

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